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Wed 08 Sep 2010
Relações Interpessoais PDF Imprimir E-mail

[Relacionamentos]

Relações Interpessoais! Por que não, relacionamentos? Sim é a mesma coisa, só que relacionamentos em nossa cultura, dão a falsa idéia de intimidades. No entanto, existem muitos tipos e níveis de relacionamentos! 

Relações Interpessoais, denota termos técnicos, mais profissionais, assim mais focados no estudo das relações entre as pessoas. Por definição e observando a Etimologia da palavra: “Relacionamentos” temos a seguinte composição: RE (repetição) + LACIONAR (laços, enlaçar) + MENTO (continuidade). Assim concluímos que “Relacionamento é: trocar laços continuamente”. Portanto se não houver troca, não há relacionamento!  

Quatro são os tipos de relacionamento: Pessoal, Profissional, Familiar e Afetivo. Cada qual com suas próprias características e aplicações que lhe são peculiares. Temos os fatores de confiança: Histórico, Competência, Integridade. Tolerância, afetividade e resultado esperado são os demais componentes do relacionamento.  

A dosagem e disposição de cada um desses componentes é que difere os tipos de relacionamentos. Ou seja, quanto tem de cada um, que proporção e conexão entre eles é que diferencia os relacionamentos. Assim, a confiança, a tolerância, a afetividade e o resultado esperado de cada tipo de relacionamento são diferentes.  

Exemplificando: no relacionamento profissional, prevalece o resultado esperado como fator predominante. Já no relacionamento familiar, prevalece a tolerância. No relacionamento pessoal, a confiança e no afetivo a afetividade prevalece. Caso isso não ocorra, o relacionamento entra em processo de degradação.  

Todos os relacionamentos tem todos os componentes, o que os diferencia é a proporção entre eles. Além disso, temos os níveis, que vão desde a discórdia, até a sincronicidade, perpassando pelo equilíbrio entre ambos. Que se for obtido, já será acima da média da maioria das pessoas.

A saúde provém dos relacionamentos. Portanto as doenças são conseqüências de relacionamentos inadequados ou da ausência de relacionamentos. No modelo “Bio-Psico-Social” temos: o físico, o psíquico e o social. Assim são dois fatores de relacionamento para um físico. As energias provenientes do psiquismo, quando não adequadamente canalizadas, vão para o físico de forma “somática”, assim gerando, então, as enfermidades.

Há dois motivos predominantes nas escolhas humanas: evitar o sofrimento e buscar o prazer. Todos temos os dois em nós, só que um predomina sobre o outro. Dessa forma criamos as nossas tendências de reação e comportamento. Seja evitando a dor ou buscando o prazer.

Das nossas escolhas advirão as conseqüências. Assim teremos escolhas primárias que predominam sobre as demais, e as secundárias que são conseqüências das primeiras. Ex: se você escolher se formar em uma profissão (escolha primária), vai ter que estudar para obter os créditos da graduação (escolha secundária). Essa não aparece no primeiro momento, mas é inevitável.

Quando ocorrem pensamentos repetitivos e por conseqüência comportamentos repetitivos, criamos a “automação” de atitudes, as rotinas. Analogamente, como as que em informática são chamadas de “rotinas”, as partes de programas que, quando iniciadas não podem ser interrompidas.

Da mesma forma ocorre com os humanos, com as reações rotineiras diante de situações diferentes, emitindo as mesmas reações já padronizadas. E nem sempre adequadas ao momento. Isso gera uma repetição sem escolha, o que não temos como chamar de liberdade! Se “todas” as vezes, uma pessoa reage da mesma maneira, será que ela escolheu, ou simplesmente repetiu a “rotina”?

Isso se dá devido às emoções não identificadas ou aceitas. As quais “jogamos” para o inconsciente em forma de repressão, pois não as aceitamos socialmente. Essas emoções, voltarão como rotinas que “escravizam” ou como enfermidades, por meio da somatização.

A atitude é como você reage ao que acontece com você. Assim é a sua “escolha” que, a todo momento lhe é dada. É o seu “livre arbítrio”, é o COMO você reage ao que acontece com você. Talvez você não se lembre de qual escolha primária anterior, lhe trouxe para essa situação atual, mas seguramente é você quem vai decidir como agir no presente momento.

Se o COMO reagir for harmônico com seu interior, e consequentemente com o universo, vai resultar em Felicidade interior. E isso vai se refletir ao seu redor, manifestando um “estado de ser” agradável. Esse vai facilitar as suas relações “intrapessoais” (com você mesmo), e consequentemente vão melhorar as suas relações interpessoais.

Seja Feliz!

Professor Ricardo Fera – e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

[reprodução permitida desde que mencionado nome e site do autor: www.ricardofera.com].

 

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